PCP e BE exigem fim das taxas aplicadas aos pedidos de reapreciação de provas
"Deixamos um apelo direto ao primeiro-ministro (Luís Montenegro) e ao ministro da Educação (Fernando Alexandre) que descolou da realidade: É a altura do primeiro-ministro tomar conta das operações do Ministério da Educação e avançar imediatamente com a isenção desta taxa", afirmou Fabian Figueiredo.
Fabian Figueiredo recomendou ao ministro da Educação para abandonar a tese de que será devolvida a taxa aos alunos ou à família no caso de a nota subir, porque "não é disso que se trata".
"Onde antes havia confiança, agora há desconfiança. Milhares de estudantes vão pedir a reavaliação a mais do que um exame - e isto significa gastar mais do que 25, 50, 75 euros e, em alguns casos, mesmo, 100 euros. Isto não pode acontecer. Não podem ser as famílias as prejudicadas por um erro que é da inteira responsabilidade do Ministério da Educação", alegou o deputado do Bloco de Esquerda.
Logo a seguir, no mesmo sentido, a presidente do grupo parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou que "é inacreditável, que perante tudo o que aconteceu e que conduz a uma falta de confiança face aos novos procedimentos impostos, sem qualquer fundamentação para a sua implementação, que o Governo não isente os pedidos de reapreciação da taxa de 25 euros".
"Este montante constitui de facto um obstáculo para que muitos estudantes e suas famílias possam fazer o pedido de reapreciação de provas. Perante este processo de falta de fiabilidade, em que os próprios estudantes não têm a certeza se a nota que está na pauta corresponde efetivamente à avaliação daquilo que fizeram no exame, é justo que os estudantes possam pedir o pedido de reapreciação e que não sejam condicionados por um valor que possam não poder pagar", insistiu Paula Santos.
Vários partidos pedem que o ministro da Educação assuma responsabilidades e tire ilações políticas. Também PS e Iniciativa Liberal acusaram Fernando Alexandre de não garantir credibilidade ao processo de avaliação dos exames nacionais.
c/ Lusa
IL desafia ministro a mostrar documentos que lhe serviram para avançar na digitalização
Uma audição durante a qual o membro do Governo revelou que não foi feito um relatório formal sobre o projeto-piloto realizado no ano passado com os exames de filosofia. Mesmo assim, foi tomada a decisão de se avançar agora para o alargamento do processo de digitalização à generalidade dos exames nacionais.
"O ministro da Educação disse que lhe foi confirmado que os problemas que tinham sido identificados no projeto-piloto estavam corrigidos. Quem deu essa informação e de que forma é que essa informação foi transmitida, considerando que não há nenhum relatório? E qual é a base de confiança que houve nessa informação para, de facto, se avançar?", questionou a líder da IL.
Mariana Leitão referiu que a IL continua a aguardar respostas do Ministério da Educação em relação a dois anteriores requerimentos que apresentou sobre o processo de exames. E, perante este novo requerimento - o terceiro -, espera-se que haja uma resposta rápida e que Fernando Alexandre mostre os documentos que lhe permitiram tomar a decisão de generalizar a digitalização no processo de exames.
"É muito importante que o ministro clarifique esta situação, que diga expressamente quais foram as vias que utilizou para receber essa informação, quem é que lhe deu essa confirmação e que apresente os documentos (não havendo um relatório) onde há, efetivamente, a passagem dessa informação de que os eventuais problemas estariam corrigidos e que se estaria em condições de avançar para o alargamento do projeto-piloto aos vários exames nacionais", frisou a presidente da Iniciativa Liberal.
Agência Lusa
Milhares de alunos enfrentam erros nas classificações dos exames nacionais
Problemas podem comprometer o ingresso no ensino superior.
Segunda fase dos exames nacionais arrancou com alunos ansiosos pelos problemas registados na primeira fase
Em várias escolas do país, há alunos a apresentar muitas dúvidas e incertezas.
Presidente do conselho diretivo do EduQA nega experimentalismo na digitalização dos exames nacionais
No Parlamento, explicou os erros informáticos que foram identificados no processo e garante que estão resolvidos.
Ministro da Educação pede explicações ao ex-presidente do jurí nacional de exames
Fernando Alexandre garante não ter recebido qualquer relatório sobre o teste piloto ao exame de Filosofia do ano passado.
Ministro promete que todos os alunos terão notas até ao final da semana
PS diz que ministro "será conhecido como Fernando Alexandre, o negligente"
Para Eurico Brilhante Dias, “o senhor ministro da Educação será conhecido como Fernando Alexandre, o negligente”, porque “é muito evidente que avançámos para um processo sem estarmos preparados”.
BE diz que ministro deve deixar Governo
Afirmou ainda que “o que este processo precisa é de menos um membro no Governo”, pedindo a saída do ministro.
Fernando Alexandre respondeu que “há mecanismos de proteção dos alunos e estão a funcionar”, garantindo que os estudantes “não serão prejudicados no seu percurso escolar”.
"Quem mandou afixar pautas foi o JNE"
Em resposta, Fernando Alexandre diz que “quem mandou afixar pautas foi o JNE (Júri Nacional de Exames)”. “Tem essa responsabilidade, cumpriu-a, há erros, todos os anos há erros e por isso há mecanismos de controlo. Este ano surgiram erros devido à novidade do sistema”, explicou.
IL quer que ministro assuma a culpa
Disponibilizados cerca de 227 mil exames nacionais aos alunos
Detalhes da época especial serão divulgados hoje
Sobre as acusações de que estes alunos seriam prejudicados em relação aos colegas, ao serem "empurrados" para uma segunda fase por falhas na digitalização, Fernando Alexandre sublinhou que "esses concorrem sempre para um número mais limitado de vagas".
"A data final [da época especial] para já é a 14 de setembro, mas terá de ser prolongada por mais alguns dias", disse o ministro, que na segunda-feira reconheceu os erros no processo de classificação das provas e anunciou que os alunos que não tivessem toda a informação necessária para decidir se deveriam ir à 2.ª fase dos exames nacionais, teriam a possibilidade de realizar exames numa época especial no início de setembro.
As datas dos exames nessa nova fase especial implica a alteração do calendário da 2.ª fase do concurso e por isso terá de ser articulado com o Conselho de Reitores das Universidades e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superior Politécnicos.
Agência Lusa
Ministro frisa que "não mudar traz muitos riscos"
"Governo não tem relatório nenhum" sobre teste piloto do exame de Filosofia
Os "erros graves" detetados durante o processo de digitalização das provas de Filosofia não chegaram ao conhecimento da tutela", segundo o ministro, que disse hoje que Luís Duque de Almeida "não deixou relatório nenhum".
"Se tinha informação que não partilhou nem sequer com a Direção Geral da Educação nem com o EduQa. Se tinha essa informação e não a transmitiu vai ter que explicar isso, porque não deu essa informação a ninguém. Foi-se embora em setembro e não deixou relatório a ninguém", acusou.
Para Fernando Alexandre, "se agora, passado um ano, depois de o processo ter tido problemas vem dizer que houve problemas que podiam ter sido antecipados e que não foram [...] vai ter de explicar isso".
O ministro voltou na audição a defender o modelo testado este ano e que envolveu cerca de 300 mil exames do 11.º e 12.º anos.
Agência Lusa
PSD acusa oposição de ter "problema de audição"
O PSD defendeu ainda que o ministro da Educação teve “coragem política de avançar com um modelo inovador” que trará “melhorias a todo o sistema educativo”.
Pedro Alves considerou que este modelo trás mais rigor no processo de avaliação e também “transparência em todo o processo”.
“Não há experiencialismo neste processo”, assegurou, acrescentando que “nenhum aluno vai ser prejudicado”.
"Não correu bem de início, mas vai correr bem"
Em resposta ao Chega, que o acusou de “lucrar com os dramas das famílias” ao manter o custo de 25 euros pela reapreciação dos exames, Fernando Alexandre argumenta que esta taxa “sempre existiu”.
“A taxa dos 25 euros já existia, sempre existiu, nunca tinha ouvido que fosse contestada porque é devolvida ao aluno se houver uma melhoria da nota”, explicou.
Presidente do EduQa garante que sistema de digitalização foi "testado várias vezes"
Luís Pereira dos Santos sublinhou que foi um processo gradual que começou com as provas do 9.º ano, ficando os exames nacionais do ensino secundário "para a última fase", depois de testados os sistemas.
"A prova de matemática do 9.º ano utiliza um sistema idêntico e não teve problemas logo na primeira aplicação", disse, referindo-se ao facto de existir uma parte da prova que é feita pelos alunos em papel e posteriormente digitalizada.
Ministro promete mais "normalidade" e "rigor" na segunda fase dos exames
Fernando Alexandre garantiu ainda “uma transparência como nunca existiu na avaliação externa em Portugal”.
Ministro "ignorou os alertas", acusa Chega
A deputada Maria José Aguiar vincou ainda que o ministro quis “manter a todo o custo afixação das classificações a 17 de julho e o resultado ficou à vista”.
O Chega quer que o Governo prolongue o prazo da primeira fase das candidaturas ao Ensino Superior.
"Os diretores dizem-nos que é a primeira vez que se sentem ouvidos pelo Governo"
“Os diretores dizem-nos que é a primeira vez que eles se sentem ouvidos pelo Governo”, afirmou.
Fernando Alexandre deu ainda algumas explicações acerca da época especial. Segundo o ministro, aplica-se aos estudantes que não puderam ir à segunda fase por não terem uma nota final de exame que lhes permitiria formalizar a candidatura.
“A época especial permitirá a todos os alunos que não puderam ir à segunda fase, que não reuniam as condições — porque não é ontem à noite que o aluno sabia a classificação final e se ia à prova de Português que está a ser feita… Era preciso garantir a equidade. Por isso, o aluno vai poder fazer em setembro”, disse.
O ministro garantiu que estes alunos irão concorrer “em igualdade de circunstâncias” à segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior, para a qual os alunos “concorrem sempre para um número limitado de vagas”.
Fernando Alexandre adiantou ainda que hoje serão dadas todas as informações sobre o acesso à época especial e afirmou que, apesar de o prazo para a candidatura à segunda fase estar previsto terminar a 14 de setembro, deverá ser alargado por mais alguns dias.
Livre confronta ministro da Educação com as declarações do antigo presidente do JNE
“Se soube que houve problemas, porquê que não pediu relatório?”, perguntou a deputada.
Filipa Pinto recordou as declarações do antigo presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), Luís Duque de Almeida, que presidiu à fase experimental em que foram testados os exames de Filosofia. Duque de Almeida admitiu que ocorreram erros e disse ser contra a generalização da correção digital.
Por este motivo, a deputada pergunta quem é que o ministro ouviu para avançar neste processo.
“O que falta mais acontecer para o ministro assumir que não correu nada bem?”, questionou, afirmando que “não basta a afixação das notas. É preciso uma garantia da fiabilidade dos resultados”.
Ministro diz que vantagens da avaliação digital justificam os riscos
“O que não quer dizer que não tenha de ser feita uma avaliação das opções que se tomam”, acrescentou Fernando Alexandre.
O governante afirmou que “mesmo depois desta experiência muito dura” nas últimas semanas, continua a defender que “a avaliação digital tem vantagens que ultrapassam e justificam os riscos que têm de se correr para fazer esta transição”.
PCP acusa ministro de não assumir responsabilidades
“Procurou atirar responsabilidades para todos, para as escolas, para os professores, para o júri, para as famílias. O ministro e o Governo é que não assumem as suas responsabilidades perante o que está a acontecer”, acusou Paula Santos.
Exames nacionais. Presidente da EduQa reconhece erros e dificuldades
O presidente da EduQa reconhece erros e dificuldades no processo de classificação dos exames nacionais, mas garante que tudo foi feito para garantir avaliações de qualidade.
Segunda fase dos exames nacionais começa hoje com incerteza dos alunos sobre notas na primeira
A segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário começa esta terça-feira. Os atrasos e as falhas na correção marcaram a primeira fase, esperando-se inúmeros pedidos de reapreciação. O ministério já garantiu que a correção agora usará o mesmo método da primeira fase.
Esta manhã, realiza-se a prova de Português do 12.º ano, a primeira depois de, nos últimos dias, os alunos do ensino secundário terem ficado a conhecer os resultados obtidos nos exames realizados na primeira fase.
A segunda fase dos exames nacionais termina na sexta-feira, com a prova de Inglês às 14h00.No entanto, as falhas no processo de classificação digital, os atrasos na divulgação das notas e os erros entretanto identificados na avaliação minaram a confiança dos estudantes. Na segunda-feira ainda havia manifestações.
"As notas que foram lançadas, muito provavelmente, estão erradas", dizia um dos mais de 30 manifestantes que estiveram concentrados em frente ao Ministério da Educação.
As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames (JNE).
As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.
O Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.
Contudo, os alunos que se sintam prejudicados poderão realizar exames numa época especial, a decorrer em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na segunda fase.Arranca também hoje a segunda fase das provas finais do 9.º ano, com Português às 09h30. e a de Matemática está marcada para quinta-feira, às 09h30.
O ministro da Educação deu como exemplo os alunos que sinalizem desconformidades na digitalização da prova realizada na primeira fase e que não tenham sido corrigidas até ao final do prazo de inscrição para a segunda fase, que terminou na segunda-feira.
A única exceção é o exame de Geografia A, cujo prazo de inscrição foi alargado até ao final do dia de hoje devido a um erro na avaliação de dois itens, que obrigou à correção das notas, enviadas às escolas apenas a meio da tarde de segunda-feira.
c/Lusa
Exames nacionais. Ministro diz que quer concretizar reforma
O ministro da Educação considerou que o seu cargo não está em risco, mas sublinhou que a decisão é do primeiro-ministro.
Chega e PS criticaram toda a situação e querem alteração do calendário e gratuitidade do pedido de reapreciação dos exames.